sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

X - Apresentações dos Trabalhos

Apresentações do dia 29.11

Grupo 8: Sistema de Informações da CPTM 
-Art. Usado: XXII (dignidade e facilidades do Estado) 
-o grupo encontrou problemas da falta de constância na disponibilização das informações, falta de transparência e informações pouco específicas por parte da CPTM. 
-Protótipo: instalar monitores dentro das plataformas, antes e depois da catraca, e na estrada das estações que mostrasse mapas da rede CPTM com dados sobre problemas nas linhas. 

Grupo 9: Plataforma aberta no apoio pedagógico 
-Art usado: XXVII e XXVI (acesso à cultura e direito à instrução) 
-O grupo buscou meios de estabelecer maior interação entre universidade, aluno e comunidade. Propôs um novo modo de encarar o ensino, para e EACH. 
-Protótipo: plataforma de login da USP para informar sobre professores que atualizam o COL e o TIDIA, com página do aluno, dos professores e de visitantes. Um fórum para compartilhar com pessoas da USP os mais diversos temas da universidade. 

Grupo10: Criminalidade no Centro
-Art. Usado: III e XXVII (e acesso à cultura) 
-o centro de São Paulo encontra-se desvalorizada e com muitos edifícios abandonados. Há muitos moradores de rua. Fizeram perguntas para as pessoas moradoras do centro e criaram o seguinte protótipo: 
-Protótipo: criação de um espaço cultural chamado “renova centro”, localizado na Santa Cecília. Aproveitamento de prédios abandonados para sua instalação. No local, realizar-se-iam cursos, exposições, atividades de lazer, melhoria na segurança, etc. 

IX - Apresentação dos Trabalhos

Apresentações do dia 22.11

Grupo 6 - Deficientes e Ônibus de São Paulo
-Art. usado: I e XIII (igualdade e liberdade de locomoção)
-O grupo constatou que deficientes visuais têm maior dificuldade para identificar as linha de ônibus. Fizeram entrevistas com deficientes e funcionários que trabalham nos ônibus.
-Protótipo: Um aparelho, do tamanho de um smartphone, que tenha visor grande e aviso sonoro e vibra-call para avisar o deficiente quando o ônibus se aproximar do ponto onde ele se encontra. O usuário usaria internet para cadastrar as linhas que desejasse.

Grupo 7 - Gestão para ONGs
-Art. XXVII (acesso à cultura)
-O grupo realizou um trabalho com uma ONG que promove acesso à música para desenvolvimento sócio-cultural. Notaram que a ONG possuia problemas com verba e estrutura e desenvolveram 2 protótipos:
Protótipos: 1. captação de recursos: criação de um cargo para captar recursos, de um banco de dados e demonstrativo de resultados, mais eventos e apresentações pagas, cartão de agradecimentos, site com link para contribuições.
2. Após captar recursos, aquisição de um local próprio, novas instalações, laboratórios para experimentação musical e informática, comunidade virtual e biblioteca.

VIII - Apresentações dos Trabalhos

Apresentações do dia 08.11

Grupo 1 - Politica publica para ens. médio, fomentar a cidadania
-Art usado: XIX e XXI (liberdade de expressão e participação política)
-O grupo se baseou em 3 pilares: educação, a qual dá autonomia e capacidade crítica, cidadania e participação política. O problema apontado é que a escola não cumpre seu papel na formação integral do cidadão. Aplicaram questionários sobre participação politica das pessoas, com publico de 18 a 25 anos. Perguntaram sobre importância do voto, sobre critério de escolha dos candidatos, importância dos movimentos políticos, etc. Todos os entrevistados consideram o povo brasileiro pouco participante politicamente.
-Protótipo: nova estrutura e novos temas para a metodologia das aulas de sociologia, já que o programa já existe, mas não é aplicado. Aulas seriam mais participativas, incentivando o pensamento crítico e a cidadania.

Grupo 2 - Idosos
-Art. usado: XXIV (direito ao lazer)
-Realizaram entrevistas sobre necessidades dos idosos, de cuidadores e de administradores de casas de repouso. Utilizaram o método da Persona (design thinking).
-Protótipo: Programa "Amigos da Melhor Idade", inspirado no ciclo básico. Estágio social que busca a integração idosos-universitários. todas as escolas públicas do ens. superior participariam. A participação do aluno seria optativa e corresponderia a 10% da carga horaria de estagio.

Grupo 3 - Metro e Deficientes Visuais
-Art usado: I e XIII (igualdade e liberdade de locomoção)
-Identificaram o atendimento especializado, acompanhado e sinalizado do Metro às pessoas deficientes visuais. Concluíram que falta respeito dos usuários e que o serviço do metro não é suficiente, mas os funcionários são muito atenciosos.
-Protótipo: Elaboração de uma estratégia de marketing de guerrilha: espelho com faixa na altura dos olhos com os dizeres "deficientes visuais são como você"; E um vídeo para passar nas TVs dos trens, conscientizando os usuários sobre as limitações dos deficientes visuais.

Grupo 4 - Embarque e desembarque na estação Brás
-Art. usado: XIII (liberdade de locomoção)
-O grupo realizou uma pesquisa para identificar os problemas envolvidos no embarque e desembarque dos trens da CPTM, na linha Safira, na estação Brás. As pessoas apontaram problemas com a organização, desrespeito dos usuários e superlotação. Baseados na construção da Persona (Design Thinking), os membros desenvolveram o seguinte protótipo:
-Protótipo: criação de uma extensão da plataforma, criando uma área exclusiva para desembarque e a implantação de catracas, corredores e outras estruturas para controlar o numero de pessoas que embarca por cada porta.

VII - Violência e Sociedade

A aula do dia 18 de outubro foi ministrada pela profa. Dra. Patrícia Junqueira, que também ministra PET na EACH. Foi uma aula interativa sobre violência.
Como esta aula foi muito interativa, os rumos que a discussão tomou foram guiados pelos próprios alunos.
Mas, o que é violência?
A violência, de uma forma ou de outra, nos remete a uma sensação de defesa. Usamos da violência quando buscamos tanto nos defender de perigos externos e imediatos, quanto nos defender de nossos próprios medos e inseguranças interiores. Tornamo-nos violentos quando nos sentimos ameaçados seja física ou moralmente. Por um estranho paradoxo, quanto maior nossa incerteza, nossa fragilidade, nossa insegurança e nosso medo..., maiores são as possibilidades de atitudes violentas (tanto na busca de mostrarmos potência, força, quanto na busca de proteção).
Não fiz anotações durante a aula, apenas escutei, refleti e coloquei opiniões minhas. Portanto, nesta parte do portfolio, irei colocar citações famosas sobre o tema que representem minha visão.

"A não-violência e a covardia não combinam. Posso imaginar um homem armado até os dentes que no fundo é um covarde. A posse de armas insinua um elemento de medo, se não mesmo de covardia. Mas a verdadeira não-violência é uma impossibilidade sem a posse de um destemor inflexível."
"Eu sou contra a violência porque parece fazer bem, mas o bem só é temporário; o mal que faz é que é permanente."
"A força gerada pela não violência é infinitamente maior do que a força de todas as armas inventadas pela engenhosidade do homem."
Mahatma Gandhi

"Uma das coisas importantes da não violência é que não busca destruir a pessoa, mas transformá-la."
Martin King

"Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos
amam a vida. Projete você mesmo em todas as criaturas. Então, a quem você poderá
ferir? Que mal você poderá fazer?"
Buda

"Vamos festejar a inveja, a intolerância e a incompreensão.
Vamos festejar a violência e esquecer a nossa gente, que trabalhou honestamente a vida inteira e agora não tem mais
direito a nada.
Vamos celebrar a aberração de toda a nossa falta de bom senso. Nosso descaso por educação."
Renato Russo

VI - Ética e Valores na sociedade

A aula do dia 4 de outubro abordou o tema de ética e valores na educação e na sociedade. Exigiu a leitura prévia do texto "Educação e valores, pontos e contra-pontos", do prof. Dr. Ulisses Araujo.

Valor se refere a trocas afetivas que o sujeito realiza com o mundo exterior. São sentimentos postos em objetos, pessoas, relações ou sobre si mesmo, que o ser humano constrói desde o nascimento, formando seu caráter e sua personalidade. Os valores de um indivíduo podem ser mutáveis ao longo do tempo, dependendo da cultura e das relações em que se envolve ao longo da vida.
A educação tem uma grande importância na construção da identidade e dos valores dos alunos. é na experiência escolar que o indivíduo desenvolve o self e sua conduta perante a sociedade.

"Dar à educação em valores um lugar claro e forte dentro da escola requer torná-la visível por meio de propostas concretas. No presente texto pretendemos comentar brevemente algumas idéias e recomendações que poderiam contribuir para dar maior solidez à educação moral. São comentários heterogêneos, mas que tentam estabelecer alguns critérios para poder orientar esses ensinamentos e algumas propostas para ajudar a concretizá-los."







V - Relações Afetivo-Amorosas e Modelos de Atratividade

A aula do dia 27 de setembro foi ministrada pela profa. Dra Juliana Franzi e tratou da dinâmica das relações afetivo-amorosas e modelos de atratividade.

modelo de parceiro afetivo-sexual masculino

O amor é raramente tratado no âmbito científico pois é visto como assunto exclusivo da vida íntima. Tal fato evita a discussão e o estudo do tema.
Os casos de violência de gênero estão presentes em todas as classes sociais e trazem a importância desse estudo. A pergunta é "qual modelo de masculinidade/feminilidade tem maior êxito nos relacionamentos?"
muitas pessoas pensam que a violência é um ato de amor. Não há confiança na polícia e órgãos de apoio às vítimas.

"Como explicar a mulher maltratada querer ficar com o agressor?"

Psicologia Moral
que princípior éticos pautam as relações amorosas? As pessoas pensam não ter controle sobre o amor, como se fosse algo totalmente irracional.

Concepções de Amor
Platão: em "o banquete" - dizia que antigamente os pares de homens e mulheres formavam um só individuo, mas foram separados. Ocorre o desejo por essa parte perdida, nostalgia do objeto ideal e completo perdido, sofriento decorrente da perda do objetvo; alegria intensa quando o objeto é possuido.desejo pela completude, desejar o que não se tem. Paradigma: amor aumenta conforme sofrimento aumenta. Quanto mais sofrimento, mais amor. A personagem filosofa Diotima assume que o amor aspira ao bom, belo e verdadeiro. Eros é posto num nível baixo na "escala do amor". O amor deve aproximar-se da razão.

Cristianismo: Antes da ascensão do cristianismo, o amor e o casamento eram privados, mas a primeira relação era assistida pelos entes próximos. Com o cristianismo, o amor tornou-se monogâmico, heterossexual, sacrifício, abdicação e dedicação. O casal unia-se para amar a Deus em conjunto, e não amar um ao outro.
Amor cortês: impossibilidade do amor sustenta sua intensidade. A ausência é mais necessária que a presença um do outro.
Amor romântico: propício à sociedade burguesa. O amor e a sexualidade entram no matrimônio. O indivíduo escolhe seu par de acordo com seus sentimentos. características:

  • não é voluntário, não envolve a razão
  • amor pode tudo e justifica tudo
  • amor é suficiente (para tudo)
  • amor é incondicional, dura pra sempre
  • amantes se completam

O amor romântico procura eternizar características do início do relacionamento. A pessoa é única e insubstituível, só possui qualidades.

Conflitos
Com a idealização do amor, não há diálogo. O amor romântico preserva a desigualdade de gênero.
Amor confluente: diálogo - papel central

Sociedade do risco: possibilidade de escolha, individualização, epidemias do egoísmo,  febre do eu, busca pela autonomia e determinação própria.

Concepções
mulher: a virgindade perde valor central. A mulher virgem é interessante.
homens: necessita de variedade sexual. O homem é interessante quando conquista muitas mulheres.
homem mulherengo vs mulher sofredora
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O amor exige resposta, ao contrário do que se concebia antigamente. Amar não é só admirar e sim querer um certo tipo de resposta. O amor começa como desejo, mas só será amor quando depender de retribuição para continuar existindo.

Neurociências:
emoção, razão e sentimento estão relacionados.

Somos educados para fazer certas escolhas no amor. Portanto, podemos REINVENTAR o amor.

IV - Interdisciplinaridade e Temas Transversais

A aula do dia 20 de setembro tratou do assunto interdisciplinaridade e exigiu a leitura do texto "Temas transversais e a estratégia de projetos", do prof. Dr. Ulisses Araujo.
A aula levou a reflexões sobre educação. Nossa cultura e educação nos leva a pensar de forma disjuntiva, usando "ou isso ou aquilo", separando os fenômenos, vendo o mundo analiticamente. As ciências são ensinadas separadamente, mas não se ensina a juntá-las novamente.
Paradigma da simplificação: o conteúdo de tudo que se é ensinado é muito complexo e de difícil compreensão, principalmente por crianças e jovens. Para facilitar a aprendizagem dos mesmos, divide-se o pensamento, os conhecimentos, o que resulta na divisão do trabalho, produção de novos conhecimentos, elucidação de inúmeros fenômenos, progresso cientifico. Porém, para que o processo de aprendizagem se complete, é necessária a junção dos conhecimentos e concepção do todo que eles formam.
As bases do Pensamento Simplificado são: disjunção, separação; redução, do complexo ao mais simples; abstração, matematização e formalização da ciência.

Ciências como ética, ecologia, genoma, etc, quebraram com esse paradigma no séc XX, pois percebeu-se que a especificação não era capaz de abranger tais assuntos.


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  • Multidisciplinaridade: um fenômeno a ser analisado solicita o aporte de várias disciplinas para ser explicado.
  • Interdisciplinaridade: aquilo que é comum a duas ou mais disciplinas ou campos de conhecimento.
  • Transdisciplinaridade: temáticas que ultrapassam a articulação entre as disciplinas.


O profissional do futuro deverá ser interdisciplinar.

A transversalidade de temas consiste nas temáticas que atravessam diferentes campos de conhecimento e devem estar atreladas à melhoria da sociedade e humanidade. Temas de natureza ético-politico-social.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

III - O conhecimento nas sociedades contemporâneas

A aula expositiva do dia 13/09 tratou da educação na nossa sociedade, onde o professor, usando slides, apresentou a evolução da educação através dos séculos, passando pelas 3 revoluções educacionais que culminaram na atual: com democratização, universalização, valores oriundos da Revolução Francesa e pensamento iluminista; na sala de aula houve a inclusão de diferenças, etc.

Para esta aula, foi exigida a leitura do texto "Educação, um tesouro a descobrir", relatório para UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, de Jacques Delors.
Segundo o texto, a educação é indispensável à humanidade para se construir ideais de paz, liberdade e justiça social. Deve conduzir a um desenvolvimento humano harmonioso e autêntico.
Os países em desenvolvimento têm um grande desafio de adaptar sua cultura e modernizar suas mentalidades para que possam entrar na produção de conhecimento, dentro da ciência e da tecnologia. Todos os países devem agir em prol desse desenvolvimento, para que seja global.
Um ponto interessante do texto foi o que diz que a pressão para ser competitivo é tão forte que muitos responsáveis esquecem de dar a outros meios de poder realizar todas as suas oportunidades. A educação deve conciliar uma competição que estimule, cooperação que reforce e solidariedade que una. A Comissão propôs inclusão de disciplinas como conhecimento de si mesmo, conhecimento e preservação do meio ambiente natural, etc. Também defende que a educação deve estar presente ao longo da vida de todos.
Os pilares da educação são: aprender a conhecer. O primeiro passo para poder adquirir mais conhecimentos, cada vez mais complexos. Aprender a fazer: colocar em prática, encontrar aplicabilidade e dar utilidade a toda a quantidade de conhecimentos adquiridos, estando apto para satisfazer necessidades da sociedade. Aprender a viver junto, quer dizer, ensinar o indivíduo valores e desenvolver certas características pessoais capazes de evitar conflitos ou resolvê-los de forma pacífica, respeitando os outros, suas culturas e espiritualidades. Tal habilidade levaria o indivíduo a participação maior na vida coletiva. Aprender a ser: pouco trabalhado em muitas escolas, neste ponto o indivíduo deveria desenvolver capacidade de autonomia, discernimento, responsabilidade pessoal, memória, raciocínio, capacidades físicas, comunicação, carisma, etc. Características muito valorizadas pelo mercado de trabalho hoje e representam diferenciais entre candidatos às vagas.

São estas as ideias que mais me chamaram a atenção no texto e com as quais eu aprendi mais. A sociedade deve se mover para que elas sejam implementadas e assim, fazer do futuro um tempo melhor do que o agora.

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

II - Design Thinking

A aula do dia 16 contou com a participação do professor Reinhold Steinbeck, que apresentou uma introdução ao modelo Design Thinking, que tem como finalidade auxiliar grupos a encontrarem soluções criativas e inovadoras para problemas da sociedade. Utilizando-se do HCD - Human Centered Design - o modelo conta com métodos para a realização de entrevistas em busca de identificar as reais necessidades das pessoas envolvidas.
Durante a aula, realizamos um exercício sobre a realização das entrevistas e análise das respostas para encontrar soluções.
A leitura para essa aula foi a introdução do livro "Human Centered Design - kit de ferramentas".

Coloco aqui um artigo com mais informações sobre o curso de Design Thinking na EACH:

Curso na EACH pretende desenvolver capacidade criativa a partir de novo modelo de ensino

Quando pensam em design, as pessoas geralmente associam a palavra a diferentes práticas: da fabricação de produtos inovadores e da organização do interior de residências à criação de trajes inusitados nas grandes semanas de moda. O que muitos desconhecem, entretanto, é que para todas essas atividades criativas existe um processo lógico de produção envolvido, que requer, na maioria das vezes, o conhecimento profundo do público que determinado produto ou serviço pretende atingir.

Há algum tempo, essa metodologia própria dos designers, chamada de Design Thinking, vem sendo aplicada, também, em outras áreas do conhecimento. É o que propõe o curso de difusão Construindo competências colaborativas interdisciplinares e criatividade na resolução de problemas da sociedade — Uma introdução prática ao Design Thinking, que acontece a partir de segunda-feira (4), na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, com inscrições já encerradas.

Alinhado ao modelo de Aprendizagem Baseada em Problemas e Projetos (ABPP), que faz parte do projeto acadêmico da EACH, o curso tem a intenção de enriquecer essa experiência na Escola, e de capacitar profissionais que atuem com a perspectiva de “aprender fazendo”.


Design Thinking na USP

A ideia de trazer essa metodologia para a USP surgiu quando, em 2008, Ulisses Araújo, professor da EACH e coordenador do curso, lecionou como professor convidado na Universidade de Stanford (EUA). O modelo utilizado em Stanford interessou o professor, que decidiu aplicar , também na EACH, essa prática que consiste na busca de problemas e soluções através da aproximação de profissionais de diversas áreas com membros da sociedade.

Composto por professores, alunos da graduação e da pós, assim como membros das comunidades beneficiadas, o público participante do curso será dividido em grupos de trabalhos e terá que elaborar problemas e encontrar soluções criativas para cada um deles. “O que a gente busca é uma articulação com a comunidade”, afirma Araújo.

Durante 12 semanas, os participantes desenvolverão suas ideias a partir de diferentes temas. Entre alguns assuntos já definidos, estão a promoção do desenvolvimento local por meio da área têxtil, a criação de um banco popular utilizando tecnologia da informação, a questão da acessibilidade para pessoas na terceira idade com problemas mentais, além de outros projetos na área da educação.

No final do curso, cada grupo apresentará o seu projeto em uma espécie de feira. Os resultados, porém, não precisam ser necessariamente materiais. “[O grupo] tem que ter elaborado um produto, um processo ou uma política”, explica o professor. Dessa forma, o propósito da experiência é estimular a criação, a elaboração de problemas, e a procura por diferentes metodologias de trabalho.

Outra medida que tem o objetivo de implementar o modelo do Design Thinking na EACH é a criação do Laboratório de Design, Inovação e Criatividade, que será responsável por utilizar esse método para desenvolver projetos focados em mudanças sociais. De acordo com Araújo, a intenção do Laboratório é que “todo projeto tenha um impacto social”.Origens do método


O Design Thinking como modelo de ensino surgiu, inicialmente, na Universidade de Stanford. Segundo Reinhold Steinbeck, professor visitante de Stanford, que ministrará o curso de difusão na EACH, antes mesmo de ser implementado nas salas de aula, o Design Thinking já era um processo utilizado em muitas empresas. A diferença é que o método não tinha esse nome e não estava necessariamente ligado a uma forte aproximação voltada para o ser humano.

Para Steinbeck, “um dos maiores propósitos das universidades, hoje em dia, é criar a próxima geração de ‘inovadores’”. Ele afirma, porém, que as instituições educacionais não estão oferecendo as habilidades e ferramentas necessárias para que os alunos desenvolvam ideias inovadoras para problemas cada vez mais complexos. Dessa forma, no universo acadêmico, esse método se desenvolveu a partir da “necessidade de trazer a competência da criatividade e a confiança de volta ao processo de ensino e aprendizado”, explica Steinbeck.

Apesar de concordar com o fato de que é preciso que mais pesquisas sejam feitas acerca da eficácia do Design Thinking, Steinbeck está convencido de que os alunos são mais engajados e alcançam melhores resultados quando trabalham com projetos do mundo real em áreas que os interessam. Além disso, acredita que o trabalho em grupos heterogêneos possibilita aos estudantes “a oportunidade de serem inovadores, criativos e colaborativos”, características que, para ele, serão muito cobradas no século XXI.

Steinbeck explica que existe, ainda, a possibilidade de que essa metodologia se expanda para outras Escolas e Faculdades da USP, como a Escola Politécnica (Poli). “Prevemos que a USP se tornará um ponto central para oDesign Thinking no Brasil e na América Latina”, completa o professor.


Referência: Lucas Rodrigues / USP Online
Fonte: http://www.qir.com.br/?p=9406

sábado, 13 de agosto de 2011

I - Direitos Humanos

  Para essa aula foi requisito a leitura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, disponível no site da ONU. Este documento apresenta os direitos humanos básicos que devem ser garantidos por todos os países e nações do mundo. Apesar de não representar obrigatoriedade legal, serviu de base para a elaboração do Tratado Internacional de Direitos Civis e Políticos e do Tratado Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais. 
  O texto complementar dessa aula (CARVALHO, J.S, Educação, cidadania e direitos humanos.) ajuda na compreensão do contexto, da importância e dos porquês da criação da DUDH, expondo situações e fatos históricos, mostrando suas implicações na realidade atual, explicando a origem e o conceito de cada direito da declaração, além de ressaltar a importância do papel do professor e da escola na transmissão dos valores morais e de cidadania para a sociedade, com a finalidade de se alcançar a plena garantia dos Direitos Humanos para todos os indivíduos de fato.

  Durante a aula, a turma permaneceu nos laboratórios de informática, tirando dúvidas sobre a utilização da plataforma TIDIA-AE, pesquisando e coletando artigos e outros materiais sobre os direitos humanos e a DUDH para posterior elaboração de capítulos sobre esses assuntos, que constarão obrigatoriamente no relatório final.

Apresentação

A autora:
Carla Soares Lazzari, graduanda do curso de Marketing da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo. Aluna da turma 52 da disciplina PET - Psicologia, Educação e Temas Contemporâneos, ministrada pelo Prof. Ulisses Ferreira de Araújo.

O Blog:
Este blog foi criado para a composição e apresentação do Portifólio de PET, no qual constará a descrição do conteúdo das aulas da disciplina, assim como comentários pessoais meus sobre os assuntos abordados.